domingo, 22 de novembro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Para o professor Pedro
A escola pode ser um espaço de felicidade, mas ao mesmo tempo o educador também tem a tarefa de preparar para o desencanto, afinal a vida também não é feita de desilusão?
O aprendizado, em alguns momentos, não é construído pela dor?
Ivete, Mônica e Fátima
Apreciamos muito seu comentário a respeito da Escola da Ponte. Acreditamos que um dos ingredientes indispensáveis ao processo de educar seja a FELICIDADE. No entanto, educar é também FRUSTRAR, pois momentos de frustração fortalecem a pessoa humana e abrem caminhos para um novo jeito de caminhar. E é devido às frustrações que o ser humano valoriza ainda mais os momentos de felicidade.
Há ainda outros ingredientes necessários na tarefa de educar. Saber partilhar, para poder construir. Conhecer-se para conhecer o outro. Selecionar o conhecimento para aprender. Aprender para saber fazer. Fazer para dar sentido à própria vida!
Enfim, educar é semear, sempre, mesmo não sabendo como será a colheita.
Cordialmente,
Professora Emília Correia e Mônica Murbach
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Para que serve um blog?
Um blog é uma "forma de comunicação"? Também, mas podemos explorar mais este nicho virtual. Não há receita, nem caminhos pré-definidos. O bacana é que temos um espaço atemporal e sem fronteiras onde podemos nos encontrar e partilhar conhecimento, como vamos fazer nessa postagem! Aqui deixamos uma questão para o professor Pedro Caldeira, residente em Portugal, cuja produção na área da educação aventura-se pelas tecnologias. Há muitos desafios nesta postagem! Por exemplo, reconhecer aproximações e distanciamentos culturais, tendo em vista ser uma interlocução luso-brasileira. Professor Pedro, oriente-nos se por acaso dissermos alguma bobagem, ok? Mas o mais importante para além da forma é que o conteúdo sirva de amalgama para o conhecimento aqui compartilhado.
Professor Pedro, responda-nos como quiser e puder: vídeo, texto, sugestão de links....
E se quiser nos perguntar algo também, responderemos com muita satisfação!
PS: A moça do vídeo é a Mônica.
sábado, 24 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Grafite valorizado : nova arte rupestre?
Artigo de João Luís Almeida Machado*
Publicado em 27/03/2006 - 18:54
A+ A-
O grafite convida à reflexão. O que é? Qual o significado? Que motivação teve o artista? Há uma ideologia por trás dessa imagem? Aonde quer chegar o realizador dessa arte com a pintura proposta? Por que não utilizar essa arte como mote para o trabalho em sala de aula?
A arte nas paredes é uma das mais antigas formas de expressão do saber humano. As pinturas rupestres encontradas em cavernas por paleontólogos, arqueólogos e historiadores demonstram que a partilha de idéias, sentimentos e histórias de vida através da produção de painéis pintados em paredes é uma efetiva e milenar forma de expressão.
Nas grandes civilizações da Antiguidade, especialmente no Egito, Grécia e Roma, a utilização de variadas técnicas (mosaico, pintura, escultura) auxiliou a perpetuar as paredes como autênticos ateliês demonstrativos da cultura desses povos. O passar do tempo aperfeiçoou ainda mais essa arte/forma de comunicação. Não é possível desprezar, por exemplo, os belíssimos painéis nas paredes de prédios públicos da capital mexicana, que retratam a história daquele país, produzidos por Diego Rivera.
Nos dias de hoje, com a exponenciação técnica e a criatividade humana explorando cada palmo de terreno possível para a produção artística (desde o espaço virtual até a pintura no próprio corpo humano), ocorre o resgate da arte nas paredes, num autêntico "revival" da pintura rupestre, consolidando-se o grafitismo como linguagem artística urbana.
Mas, como podemos transpor essa produção artística para o ambiente educacional? As possibilidades de utilização do grafitismo ou da pintura em paredes/murais restringem a educação ao estudo da arte? Como utilizar o Grafite em outras disciplinas, como no estudo da matemática, geografia ou idiomas?
Inicialmente, imagino que alguns professores possam se assustar com a proposta por pensarem que estamos sugerindo que os alunos pintem as paredes externas ou internas das escolas. É claro que essa é uma possibilidade interessante e não deve deixar de ser levada em consideração. Há, inclusive, registro de projetos de tal natureza em escolas brasileiras e estrangeiras.
Num caso como esse seria interessante que toda a escola participasse e tivesse espaços destinados a sua produção artística nesses grandes murais encontrados nas paredes brancas e pálidas. Isso, evidentemente, já causaria uma considerável transformação do ambiente insosso e sem graça das escolas brasileiras. Além do mais, o movimento, a energia, a agitação e a própria expectativa causadas levantariam muito o astral de alunos e de toda a comunidade acadêmica.
Mesmo levando-se em conta essa alternativa de trabalho com grafites ou pinturas em grandes murais/paredes, a proposição que trago através desse artigo é mais modesta. Imagino que os painéis possam ser grandes folhas de papel em branco, dessas que utilizamos em flip-charts para dar aulas. Penso que esses espaços são chamamentos à criatividade, pedindo a intervenção de nossos alunos através da arte.
É claro que as propostas de trabalho envolvendo a produção dos grafites/murais têm que, necessariamente, ter uma coordenação, um projeto de ação e realização. Nesse sentido, o planejamento das atividades por parte dos professores é essencial. Notem que me refiro aos educadores no plural. É nesse momento que devem ser levadas em consideração as possibilidades de efetivação de trabalhos interdisciplinares. Podem ser inseridos no contexto de uma produção como essa saberes como a literatura, a história, a geografia, a matemática ou as ciências, com ganhos para todas essas áreas do conhecimento.
Os primeiros aspectos positivos seriam a própria aproximação e interação entre as disciplinas, alunos e professores. Quantos de nós, profissionais da educação, trabalhamos lado a lado com pessoas que poderiam compartilhar experiências, dividir sonhos, implementar o trabalho em sala de aula e, principalmente, ajudar a melhorar a qualidade da educação no país e nem ao menos os conhecemos direito... A experiência compartilhada ajudaria também a aprender, de forma mais lúdica e divertida, um pouco mais de conteúdos com os quais temos pouco ou nenhum contato. Imaginem então o que isso representaria para os estudantes.
Entretanto, é importante salientar que não é possível realizar tal trabalho sem planejamento e organização que orientem a ação tanto dos alunos quanto dos próprios professores envolvidos. Nesse sentido, devem ser estipulados aspectos essenciais do projeto, como materiais para a composição dos painéis (tintas, papéis recortados para simular mosaicos, colagens, canetas coloridas, lápis de cor, giz de cera), temas trabalhados (história, geografia, cultura, arquitetura, ciências), grupos responsáveis pelas produções, tempo destinado ao trabalho, formas e locais de exposição, entre outros.
Perpetuar a história, reviver momentos de glória, lamentar as dores e derrotas, explicar idéias, demonstrar sentimentos, relatar o cotidiano e tantas outras possibilidades revelam-se através da arte. Antecedendo a produção dos estudantes seria interessante que as aulas de artes abordassem as produções similares ao grafitismo produzidas ao longo da história pela humanidade. Paralelamente, as aulas de história poderiam explicar aspectos de suas temáticas utilizando as produções em painéis/paredes pelos artistas de cada época/civilização.
Complementando o trabalho de artes e história, a apresentação de mapas em geografia, projetos arquitetônicos em matemática, simulações em física ou química, aspectos do corpo humano em biologia ou imagens da fauna ou da flora produzidas por naturalistas europeus que vieram às Américas durante o período colonial poderiam municiar as aulas e motivar o surgimento da arte a ser produzida pelos próprios estudantes.
A utilização das imagens não exclui, é claro, a utilização das palavras a expressar idéias e sentimentos. Na realidade, o que se espera é que as palavras de grandes escritores, filósofos, cientistas, poetas, artistas, cineastas, políticos, educadores ou dos próprios alunos componham (ou não, dependendo da orientação do projeto) juntamente com as imagens, um quadro mais claro da proposta de trabalho.
O mais importante nesse projeto é criar canais que possibilitem ao estudante representar idéias aprendidas e estudadas. Ao dar-lhes uma voz diferenciada, utilizando a arte como expoente de seus pensamentos e saberes aprendidos, estamos permitindo que esses estudantes saibam mais, aprendam de forma mais prazerosa e sejam melhor compreendidos. Justamente como fazem os historiadores, arqueólogos e antropólogos quando examinam as produções dos povos antigos.
* João Luís Almeida Machado, mestre em Educação, Arte e História da Cultura, é editor do Portal Planeta Educação, da Futurekids do Brasil .
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Comece mudando a si mesmo. Ninguém muda o mundo se não consegue mudar a si mesmo ... Cuide da Saúde do Planeta. Não desperdice água, não jogue lixo no lugar errado, não maltrate os animais ou desmate as árvores. Por mais que você não queira, se nascemos no mesmo planeta, compartilhamos com ele os mesmos efeitos e consequências de sua exploração ...
Seja responsável: não culpe os outros pelos seus problemas, não seja oportunista, não seja vingativo. Quem tem um pouquinho de bom senso percebe que podemos viver em harmonia, respeitando direitos e deveres ... Acredite em um mundo melhor. Coragem, Honestidade, Sinceridade, Fé, Esperança são virtudes gratuitas que dependem de seu esforço e comprometimento com sua Honra e Caráter. Não espere recompensas por estas virtudes, tenha-as por consciência de seu papel neste processo ...
Tenha Humildade, faça o Bem, trabalhe. Não tenha medo de errar, com humildade se aprende, fazer o bem atrairá o bem para você mesmo e trabalhando valorizará o suor de seu esforço para alcançar seus objetivos ... Busque a Verdade, a Perfeição, uma posição realista frente aos obstáculos, uma atitude positiva diante da vida...
Defenda, participe, integre-se à luta pacífica pela Justiça, Paz e Amor. Um mundo justo é pacífico, e onde há paz pode-se estar preparado para viver um grande Amor ...
RODRIGO BENTES DINIZ
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Quem somos nós?
“Quem é esse estranho personagem?
Homem ou mulher, velho ou moço, que em sua ação é ao mesmo tempo músico e regente? Quem é essa estranha figura que em seu trabalho chora e ri, fala e escuta, conta e encanta? Quem é este ator que precisa entusiasmar o grupo e ao mesmo tempo atender ao apelo individual? Precisa manter a ordem sem perder a serenidade; falar a todos, ouvindo cada um?
Quem é esse estranho personagem?
Que possui a idômita magia para ajudar a todos a desabrochar e se expressar, aprender e se transformar, construir e sonhar? Quem é esse estranho malabarista que necessita se equilibrar entre conteúdos e competências, limitando excessos, favorecendo autonomia, acordando inteligências, provocando pensamentos? Quem é este anjo que empresta a filho dos outros o tempo que para os seus não tem e que, cobrado pelos desafios da vida, sempre dura, não consegue apagar a emoção que a rotina propicia?
Quem é esse estranho personagem?
Que necessita sempre resolver, saber, decidir, propor, desafiar, sem oportunidade de perder o instante, sem o recurso de deixar para depois? Quem possui essa aura para, esgotado, renovar esforços; combalido, encontrar energia? Quem pode, ao entrar em cada classe, refazer-se novo, como se aquela fosse a única?
Quem é esse estranho personagem?
Que aprende a empatia que ensina, pratica a solidariedade que prega, administra a progressão do currículo que deseja, avalia com olhar abrangente, vibra com sucessos que não são seus? Quem é este distribuidor de sementes que não colhe para uso próprio os frutos que plantou?
Quem é esse estranho personagem?
Se ignorar a resposta, busque-a no espelho, prezado Professor...”
Celso Antunes – Educador
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Dia do professor: qual a imagem que o professor tem de si próprio?
Perguntas boas para tentarmos entender um professor: 1) que imagem o professor tem de si próprio; 2) que imagem os outros têm dos professores; 3) que imagem os professores pensam que os outros têm de si e 4)que imagem os governantes têm dos professores?